domingo, 18 de agosto de 2013

Valores da Terra: Conheça a história do universitário e músico envirense, Rames França

     Fotos: RAMES FRANÇA (arquivo pessoal)
Rames França, está no 6° período de enfermagem pela UEA
Por: Jucélio Paiva
Contato: (92) 8173-8207

Entre a universidade e a música, assim se divide a rotina do envirense Francisco Rames Epifânio França, de 24 anos, atualmente acadêmico do curso de enfermagem pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e baixista de uma das bandas de música mais conhecida de Manaus, a Pegada Sertaneja.


Na capital amazonense desde janeiro de 2009, Rames está no 6º período do curso de enfermagem, onde ingressou em 2010 e deve formar em 2015. Apesar da correria do dia-a-dia, o envirense consegue visitar a família que ficou em Envira, pelo menos uma vez por ano.

Para se manter na capital, o envirense recebe ajuda dos pais e também trabalha na noite como músico, pois estuda em um curso integral que o impede de trabalhar durante o dia. “Desde 2011 eu trabalho na noite como músico. A adaptação foi o mais difícil, mas superei. Procuro colocar a vida de músico e universitário como duas prioridades, afinal uma é de onde tiro meu sustento e a outra é o meu futuro”, disse.
Envirense é baixista da banda Pegada Sertaneja

Perguntado se pretende atuar em sua cidade natal depois de formado, o envirense mostrou interesse em ajudar sua comunidade. “Pretendo voltar a Envira com certeza. Sinto um compromisso voltar e prestar meus conhecimentos a comunidade, pois foi onde cresci e parte da minha família ainda está lá. Espero realizar um trabalho humanizado e diferenciado, vejo essa necessidade hoje, em Envira”, comentou.

De forma crítica, Rames falou de vários problemas que assolam a comunidade envirense, como a violência, gravidez na adolescência, uso de drogas por crianças e adolescentes, alcoolismo, tabagismo e Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s).
Rames pretende voltar para Envira depois de formado e ajudar sua comunidade

Segundo Rames, os profissionais da saúde deveriam se envolver mais com a comunidade, e destacou a falta de um conselho municipal de saúde, que possa fiscalizar os serviços de saúde no município. “Os profissionais de fora ou até mesmo de outras regiões do país que são contratados para trabalhar em nossa cidade, não possuem os valores socioculturais dos moradores para lidar com situações que poderiam ser evitadas, e o faz por um único fim, os salários e as vantagens que recebem. O lugar do profissional deve ser na comunidade promovendo e prevenindo a saúde”, destacou.


Religioso, o envirense também faz parte do grupo de liturgia da Paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe, na capital amazonense.

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